O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 03/07/2020

Não é de hoje que uma parte considerável da população não tem acesso à internet. Com o surgimento da 3° revolução técnica-informacional, mudou-se, de jeito extraordinário, a forma de comunicação entre as pessoas. Mas agravou o fator da desigualdade social, ficando mais evidente o ostracismo social daquelas que não possuem condições financeiras de acompanhar essa onda revolucionária.

É evidente que a revolução técnica-científica aumentou a desigualdade no Brasil. Na visão de David Harvey, a Revolução Industrial ‘’encurtou’’ o mundo, ou seja, mesmo sendo um marco importante para a humanidade, ela trouxe, também, a exclusão social. No contexto da educação, a internet, infelizmente, não chega a todos, proporcionando um déficit no ensino, visto que, no mundo globalizado, o contato com a tecnologia é de extrema importância para o crescimento intelectual do cidadão e para sua formação profissional. Sendo assim, as crianças que são ‘‘privadas’’ do acesso à tecnologia, transfigura-se socialmente atrasadas por não desfrutar dos benefícios da mesma.

De acordo com o Blog do AFTM (Auditor Fiscal Tributário Municipal), 63,4 milhões de brasileiros não teve acesso à internet em 2018, esse dado deixa claro como a falta do mesmo interfere muito no meio social da maioria das pessoas. O fato de não ter acesso á internet tem afetado grande parte, principalmente, dos estudantes em 2020, uma vez que, as aulas on-lines se tornaram a melhor opção de continuar o ensino, devido a pandemia do COVID-19 impossibilitar os encontros presenciais.

Portanto, mesmo com todas as mudanças positiva provenientes da revolução, ainda existem as mudanças negativas que precisam ser otimizadas, para a melhoria no âmbito social e para o desenvolvimento igualitário no Brasil. Sendo necessário o surgimento de políticas públicas para a inserção dessa população no ramo tecnológico, permitindo a democratização do acesso á rede. Essas políticas seriam extremamente importantes para esse grupo de pessoas que precisam de acessibilidade tecnológica, sendo algumas delas a redução do preço dos pacotes de internet, tanto no celular quanto na residência, disponibilização de mais computadores nas bibliotecas e escolas públicas, além de estabelecer cotas para aqueles que não possuem boas condições financeiras para utilizar, de forma constante, a lan house.