O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Em um cenário globalizado, as tecnologias da informação ganham cada vez mais prestígio e sua utilização está presente em vários segmentos sociais, integrando inclusive programas educacionais. Com o notável advento e modernização dos meios de comunicação, a tendência é uma progressiva inclusão digital. Nota-se, por conseguinte, a relevância da distribuição do acesso à internet em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde a estrutura da inserção digital não é bem edificada, acentuando assim a desigualdade social e desregularização de oportunidades.
Tomando isso como ideia, é de relevância observarmos o cenário atual do Brasil em relação à distribuição ao acesso da internet. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à web. Esse dado em números totais representa cerca de 46 milhões de brasileiros, o que se mostra preocupante, visto que representa 21,9% da população brasileira. Pensando nisso, em períodos de calamidade pública como a atual quarentena em virtude do coronavírus, o acesso a internet é um recurso fundamental, dado que as instituições de ensino vêm utilizando a rede como forma de potencializar a educação, dando continuidade ao conteúdo previsto em aulas presenciais. Em contrapartida, a EaD na educação pública ignora o número expressivo de estudantes que não possuem internet, levando assim, ao prejuízo intelectual dos alunos que não disponibilizam das mesmas oportunidades.
Em suma, a exclusão digital vem ganhando destaque nos últimos anos. O Brasil é palco de desigualdades que criam uma demanda por políticas de transferência e geração de renda. Porém, não basta disponibilizar os meios; é importante mostrar às pessoas como as tecnologias podem contribuir para suas tarefas e atividades, trazendo conhecimento e novas oportunidade. Além disso, outros problemas são recorrentes como a falta de infra-estrutura em telecomunicações, o custo de acesso e o idioma (pois o inglês é a língua de 80% dos websites).Segundo o comentarista Galvão, outros cidadãos que vivem às margens da sociedade sendo privados das tecnologias são os analfabetos, que por não saberem ler e escrever, ou algumas vezes o fazerem com muita dificuldade, tornam-se integrantes do duplo analfabetismo: o funcional e o digital.
Em conclusão, visando a integração do cidadão brasileiro nesse cenário globalizado, o qual as tecnologias da informação ganham cada vez mais prestígio, cabe ao Estado articular projetos de acesso de dados financiados pelo governo para aquele mais pobres, como uma rede móvel pública de qualidade em locais exclusivos para esse uso. Esse financiamento pode promover o equilíbrio de oportunidades dos jovens em ascensão da sociedade.