O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/04/2020
Atualmente a sociedade está passando por um momento distópico, que um ano atrás estava longe de ser realidade, onde a população não pode sair de casa. A quarentena, que está acontecendo em prol da segurança contra o vírus Covid-19, trouxe a tona alguns problemas enfrentados pela população brasileira e que eram de pouca importância para o governo, uma delas é a falta de acesso à internet e a desigualdade educacional proveniente da mesma.
Segundo a pesquisa TIC Anual de 2015, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, praticamente metade dos brasileiros não têm acesso à internet de suas casas (nem mesmo pelo celular). Analisando o aspecto de acesso às tecnologias e à internet pelo âmbito regional, pode-se perceber que há regiões, como o sudeste, onde o índice de acesso é extremamente elevado, contrastando com regiões, como nordeste, onde apenas metade da população usufrui de internet.
Partindo da analise da desigualdade educacional, que já era um problema existente em nossa realidade e que foi intensificado com o inicio da quarentena e das aulas a distancia, percebe-se que em um país onde 42% dos lares não possuem computador a proposta de dar continuidade ao ano letivo da educação com EaD é consideravelmente utópica.
Outro ponto a ser considerado é que a nota de escolas particulares de elite do Brasil no PISA 2018 colocaria o país na 5º posição do ranking mundial de leitura, já o resultado isolado de escolas públicas estaria 60 posições abaixo, na 65º entre 79 países, com esses dados podemos ver que as aulas presenciais oferecidas pelo nosso governo são insuficientes e que a desigualdade educacional é descomunal, e, com a falta de infraestrutura dos colégios publico em relação aos particulares essa desigualdade tende a crescer durante o período de aulas On-line.
Concluí-se que não há solução imediata para um problema enfrentado a anos, porém, em relação a cidades e estados com pouco acesso à tecnologia o Estado deveria direcionar uma quantia para melhorar a qualidade de vida dessa população. Muitas pessoas não possuem dinheiro para pagar o acesso a tecnologia, pensando nisso o governo poderia fazer parcerias e reduzir o custo dos aparelhos tecnológicos e da internet para famílias menos privilegiadas. Já nas aulas Ead, acredito que haverá a evolução gradual da qualidade durante o tempo que for exercida, o governo já iniciou as aulas de maneira rápida, o que é um avanço a ser reconhecido, a desigualdade educacional deve ser reparada com o adiamento do enem e outras provas e com a disponibilização de um segundo site para estudo, usando de exemplo a plataforma do stoodi, para que alunos mais interessados tenham acesso a um curso preparatório online.