O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/04/2020
No aspecto de acesso à internet, o Brasil apresenta um cenário heterogêneo, com regiões onde o índice de inclusão é extremamente elevado, contraposto com a deplorável situação de cidades que não apresentam sequer saneamento básico e energia elétrica. Nesse contexto, o acesso à internet de forma igualitária no país é dificultada.
O mundo digital com todas as suas vantagens, como a infinidade de informações e a comunicação imediata, não chega a todos da mesma maneira. O acesso à internet pode marcar a diferença entre a exclusão social e a igualdade de oportunidades. Se não forem adotadas soluções, aumentará a diversidade existente entra os países mais desenvolvidos e as nações em desenvolvimento. O alerta é feito pelo Unicef em seu relatório Situação Mundial da Infância 2017: as crianças em um mundo digital.
Na África, 60% das pessoas entre 15 e 24 anos não possuem acesso à internet, já na Europa, essa porcentagem cai para 4%. De acordo com um cálculo feito pela Fundação Getúlio Vargas, 51,2% da população tem acesso à internet, computador em casa, telefone fixo ou celular.
Pessoas na zona rural e centros pequenos mais isolados enfrentam diversos tipos de impedimentos para ter o acesso à internet. Aspectos econômicos, inclusivos e de fácil acessibilidade são barreiras enormes para estas classes. O que para muitos parece ser tão fácil, como o uso de meios tecnológicos para se deslocar pela cidade, comer “fast food”, pagar contas, comprar e consumir tudo, para tantos outros esta realidade não existe.
Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Ciência e da Tecnologia, por meio da destinação de maior parcela de seu orçamento público, construa centros que disponibilizem computadores e acesso à internet, contando com a presença de profissionais especializados para ensinar à população a manusear as ferramentas virtuais. Essas unidades poderiam ser instaladas, principalmente, nas localidades onde o acesso as redes é mais restrito.