O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/04/2020
Na chamada era “digital” – século XXI –, a internet dominou e transformou todos os meios de comunicação e o acesso à informação em todo o mundo. No Brasil não foi diferente, houve avanços, porém esse acesso fica muito restrito as classes sociais com maior potencial econômico. No entanto, o precário amparo governamental para que a internet atenda a igualdade, prescrita na Constituição Federal de 1988, não é uma realidade.
Segundo dados divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE –, 97,7% daqueles que possuem Ensino Superior completo e 87,1% dos que tem o Ensino Médio completo portam acesso à rede de computadores mundial. Em comparação com os que contém Ensino Fundamental completo, apenas 47,3% destes afirmam usar a internet. Nesse sentido, torna-se perceptível o quão importante é a educação dentro de uma sociedade.
Dessa forma, com base num estudo publicado pela Conferência das Nações Unidas – ONU – sobre o Comércio e Desenvolvimento, o Brasil possui a banda larga – fixa e móvel – mais cara do mundo e com custo mais elevado do que os praticados em países emergentes. Desse modo, os grupos mais carentes ficam excluídos e isolados perante todas as informações e acontecimentos do globo, mas isso tudo é inadmissível ao se tratar de um país cuja economia se encontra entre as dez maiores do planeta.
Em síntese do exposto, é necessário que o Estado juntamente com o Ministério de Educação destinem anualmente 10% do PIB – Produto Interno Bruto – ao setor educacional com severa fiscalização para que esse recurso realmente chegue a base necessária e que possa gerar maiores chances do cidadão concluir todas as fases necessárias de ensino. Outra medida que deve ser tomada imediatamente, é a criação de um servidor de internet estatal que possa atender a população sem a cobrança de impostos com projetos piloto nas áreas emergentes do país como nas regiões norte e nordeste. Contudo, se praticada todas essas necessárias medidas, poderemos futuramente, gozar de forma igualitária todos os privilégios propostos pela internet.