O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 02/08/2021
Na produção literária “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é retratado um caso de exagero de poder, em que o soldado amarelo intimida Fabiano. Fora da ficção, situações como essa são frequentes e motivadas por desigualdades sociais e pela falta de empatia entre as pessoas. Logo, torna-se preciso analisar essa questão para reduzir ocorrências de abuso de autoridade no Brasil.
Precipuamente, pode-se apontar as desigualdades sociais como fatores envolvidos, já que parte da população se considera superior à outra, geralmente levando em conta pautas raciais e de classe. Dessa forma, é possível associar essas ideias distorcidas ao conceito biológico de cadeia alimentar, em que os mais ricos seriam os predadores no topo da pirâmide, enquanto os pobres, as presas de sua base. Por essa razão, pessoas favorecidas tendem a achar que seus privilégios devem ser mantidos e, consequentemente, casos de abuso de poder são observados. Portanto, faz-se necessário repensar as referidas relações sociais e torná-las mais igualitárias.
Outrossim, a ausência de empartia que permeia o sodalício contribui para a manutenção dessas hostilidades. Nesse contexto, cita-se o darwinismo social como um conteúdo sociológico ligado ao tema, visto que se trata de uma deturpação da teoria de Charles Darwin, servindo para embasar abusos. A exemplo dessas agressões, tem-se a violência policial e a interferência em investigações, que são evidências alarmantes da falta de empatia nas relações sociais. Destarte, é imprescindível se colocar no lugar do próximo para que se reduzam os exageros de poder ocorridos.
Indubitavelmente, é importante garantir atenção para os excessos de poder e corrigi-los. Sendo assim, propõe-se ao Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, ajustes na legislação brasileira, a fim de evitar casos de abuso de autoridade por meio de emendas constitucionais. Somente assim, alcançar-se-á uma realidade verdadeiramente mais justa.