O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 02/08/2021

A produção ficcional “O diabo veste prada” narra o drama da personagem Andrea Sachs que enfrenta o mesmo problema tal qual uma parcela da sociedade brasileira: o abuso de poder e de autoridade. Esse cenário nefasto ocorre não só pela negligência estatal, mas também pela ineficiência do sistema educacional do país. Dessa maneira, evidenciam-se os impactos negativos do excesso do uso de poderio e a necessidade de essa problemática ser debatida, para que ela não se perpetue.

É relevante abordar, primeiramente, o papel contraproducente do Estado no entrave em questão. Nesse sentido, as atitudes desse órgão vão de encontro com o que está presente na Carta Magna, de modo a não garantir a punição de pessoas que desrespeitam o próximo apenas por possuírem um emprego de prestígio. Nesse viés, o Poder Federal descumpre com o seu dever de assegurar os direitos da população, como é defendido pelo contratualista John Locke. Logo, urge a alteração desse quadro.

Outrossim, vale destacar a importância da educação para construir uma sociedade brasileira mais coesa e igualitária. Nessa lógica, Maria Montessori, educadora italiana, defendia que quando a educação for voltada para a cooperação e solidariedade uns com os outros, nesse dia estaremos a educar para a paz. Visto isso, as pessoas podem deixar de aderir atitudes abusivas e opressoras ao assumirem cargos de autoridade. Desse modo, é substancial a mudança desse panorama.

Registra-se, portanto, a imprescindibilidade de condutas interventivas para decrescer os casos de abuso de poder e de autoridade no Brasil. Para isso, é dever do Estado assegurar o cumprimento das leis existentes, através do aumento das fiscalizações, com o auxílio do Congresso Nacional- responsável por exercer o Poder Legislativo. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, promover campanhas de conscientização, por meio de palestras nas escolas e faculdades, com a participação de psicólogas para politizar os estudantes a respeitarem o próximo. Assim, casos como o de Andrea podem ser evitados.