O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 16/02/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, no que diz respeito ao abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil, acaba por contrariar o ponto de vista do filósofo, uma vez que, indivíduos se prevalecem de seus cargos para fazer valer as suas vontades particulares. Nessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da má capacitação dos profissionais para exercer cargos públicos e do sentimento de superioridade.

Convém ressaltar, a princípio, que a má capacitação das pessoas para exercer cargos públicos é um fator determinante para a persistência do problema. Sob esse viés, o filósofo Immanuel Kant afirmou que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Sendo assim, se os profissionais não tiverem uma preparação adequada de como agir e exercer a sua profissão, tendem a errar com indivíduos de cargos mais baixos.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o sentimento de superioridade por parte dos abusadores. Nesse sentido, a Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania, adjunto do Ministério da Educação, implementar etapas eficazes nos processos seletivos, que avaliem o comportamento psicossosial dos candidatos aos cargos públicos, com a finalidade de reduzir as incidências conflituosas diárias e fazer com que os candidatos tenha a melhor preparação. Tal medida, deve ser realizada por meio de psicólogos (as), para que tanto a ética quanto o respeito sejam fomentados e se faça valer a visão do pensador São Tomás de Aquino.