O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 15/02/2021

No Manifesto Comunista, escrito por Marx e Engels, eles afirmam que “A história de toda a sociedade é a história da luta de classes”. Essa declaração foi feita no século XIX, mas paralelos ainda podem ser traçados com a contemporaneidade, evidenciando que o autoritarismo se sustenta pela utilização da posição, privilégios e das forças armadas por parte dos grupos dominantes sobre os marginalizados.

Em One Piece, história em quadrinhos criada por Eiichiro Oda, os protagonistas frequentemente entram em conflito com a marinha, a milícia pessoal da classe dominante desse mundo. Esse grupo é conhecido como dragões celestiais e utilizam seu exército para subjugar e escravizar minorias sociais e tornar sua palavra lei. Bem como em One Piece, na nossa realidade não é incomum vermos em noticiários e jornais relatos sobre o abuso da força policial como ferramenta do estado sobre a população, ou casos em que pessoas em posições de poder ou cargos elevados agiram de forma discriminatória.

Assim, as disparidades sociais e econômicas que resultam nessas práticas autoritárias refletem diretamente na população, como em ameaças à nossa democracia por parte do poder executivo, através da união com as forças militares e apoio da burguesia, vistas nas eleições de 2018, ou no uso arbitrário de leis por parte do judiciário, que age de maneiras desproporcionais àqueles que possuem maiores ou menores recursos financeiros.

Dessa forma, é preciso que ocorra aprimoramento da estrutura do ministério público de modo que possa fiscalizar e intervir, quando necessário, nas ações dos poderes legislativo, executivo e judiciário, impedindo que qualquer um desses sobressaia em influência perante os outros. Além disso, cabe ao executivo o cumprimento da lei do imposto sobre grandes fortunas, já presente na constituição mas nunca praticada, de forma que as distâncias econômicas e sociais entre a população deixe de ser tão discrepante.