O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 21/09/2021

O Romantismo foi um marco da história literária do Brasil no qual em sua segunda fase, denominada como Mal do Século, abordou-se temáticas relacionadas ao pessimismo e as angústias sociais, e teve como marca real de problematização o extremo consumo de álcool evidenciado na vida dos autores que, por tal prática, faleceram precocemente. Diante desse contexto, encontra-se evidenciada, ainda na contemporaneidade, práticas enraizadas de épocas passadas, como o abuso de álcool na sociedade brasileira, que propaga diversos problemas na coletividade. Dessa forma, tona-se necessário compreender o que motiva, bem como o maior efeito dessa conjuntura.

Nessa perspectiva, evidencia-se que a sociedade hodierna torna-se gradativamente mais influenciada pelos padrões impostos pela sociedade, ressaltado na cultura do alcoolismo por meio dos recursos propagandistas que mostram a necessidade de atrelar tal consumo aos momentos de lazer. Isso acontece, porque com base nas teses da Escola de Frankfurt, que iniciou seus estudos na Alemanha, mas influenciou o mundo por completo, a cultura tornou-se um objeto de obtenção lucrativa, comprovada por meio das propagandas usadas para convencer a massa popular a ingerir bebidas alcoolicas. Nesse sentido, nota-se que o excessivo poder de convencimento das midias unido a escassa criticidade popular pode gerar efeitos negativos ao corpo social.

Ademais,  torna-se válido salientar a interferência do consumo alcoolico na saúde dos indivíduos que tornam-se dependentes e vuneráveis aos efeitos proporcionados por tal prática. Prova disso são os dados apresentados pela Organização Pan-Americana de Saúde, o qual revela que 5,1% da carga mundial de doenças e lesões são atribuídas ao consumo de álcool,  demostrando a negativização dos efeitos do abuso alcoolico a humanidade. Desse modo, revela-se que a garantia atribuida pela Lei Maior do Brasil acerca da vida dos cidadãos torna-se desvalorizada por atitudes e práticas singulares que afetam, não só a saúde do indivíduo próprio, como também a completude social, haja vista que tornam os órgãos competendes pela saúde ocupados com atitudes irresponsáveis e evitáveis.

Portanto, urge que o Ministério da Educação aliado ao Ministério da Saúde desenvolva medidas para auxiliar no aumento de criticidade e diminuição da necessidade de pertencimento aos padrões sociais, de forma que nas escolas, desde o ensino fundamental ao ensino médio, seja obrigatório a presença de psicólogos para auxiliar o desenvolvimento mental dos indivíduos desde a sua juventude para que evoluam como seres críticos e menos infuenciados pelos esteriótipos.  Assim sendo, a conjutura vista, também, durante o Romantismo, de abuso alcoolico,  poderá ser menos notada contemporaneidade.