O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 30/03/2020
O ano de 1920 recebeu extremo destaque na história estadunidense pelo implemento da Lei Seca que, na prática, proibia a fabricação de bebidas que contivessem teor alcoólico maior que 0,5%, tal qual sua distribuição e consumo. Todavia, a interdição resultou no contrabando dessa substância, aumentando os casos de violência no país. Atualmente, o Brasil sofre consequências da liberação desenfreada do álcool, acabando com vidas diariamente e disseminando-se entre a população jovem com facilidade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o terceiro país na América Latina com maior consumo de álcool per capita, tendo uma grande parcela de sua população sofrendo com as consequências desse abuso. Estando associado a mais de 60 tipos de doenças, o álcool agrava situações como a hipertensão e diabetes. Ademais, tal substância associasse com o agravamento de transtornos mentais como depressão, ansiedade e síndrome do pânico. De acordo com dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), entre os anos de 2007 e 2009, doze a cada 100.000 mortes anuais não ocorreriam sem o consumo dessa droga, fundamentando a problemática e evidenciando a urgência de uma intervenção.
Indubitavelmente, os altos índices de consumo do álcool estão diretamente ligados a intensa propaganda positiva acerca da droga, atingindo não apenas adultos, mas também, a população jovem brasileira. Com fácil acesso e precária fiscalização, torna-se cada vez mais frequente o encontro de adolescentes com tal substância, tendo seu discernimento e aprendizado prejudicado. Dentre números alarmantes acerca do tema, encontra-se dados divulgados pela pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense) que afirmam a utilização de bebida alcoólicas entre 55% dos adolescentes do último ano do ensino fundamental. Além de causar efeitos aos seus organismos, nota-se também que o consumo deliberado do álcool aumenta a vulnerabilidade ás situações de violência.
Para que tanto os riscos quanto a constante utilização dessa droga diminuam no contexto da atual sociedade brasileira, é mister que o Ministério da Saúde utilize de campanhas para a difusão de tais informações e conscientização acerca dos riscos dó alcoolismo. É imprescindível também uma maior fiscalização em relação a venda desses produtos,com severas aplicações de multas para aqueles que fornecerem drogas lícitas e ilícitas para menores, além de necessitar que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária aja sobre às propagandas de produtos alcoólicos visando diminuir o seu consumo, principalmente entre adolescentes e jovens.