Novos modelos de educação
Enviada em 01/10/2020
No decorrer do processo de formação do Estado brasileiro, o método de ensino foi se modernizando, principalmente, após a Revolução Industrial, a qual massificou o processo educacional introduzindo novas ferramentas como suporte de ensino. Esse fato histórico influenciou a população de tal forma que, na sociedade hodierna, há elevados índices de alunos que usufrui da tecnologia, contudo na maioria dos casos esse uso não tem valor educativo. Com isso, surge a problemática dos novos modelos de educação, que está diretamente relacionada à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pelo comodismo social.
Nesse contexto, é irrefutável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o Contrato Social, proposto pelo contratualista John Lock, cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo. Seguindo a linha de pensamento do sociólogo, é possível perceber que, embora o direito à educação, previsto pela Constituição de 1988, há lacunas na lei que permitem a ocorrência da alta porcentagem de jovens que não frequentam a escola. Desse modo, evidência-se o reforço da prática da regulamentação como forma de combater o impasse.
Ainda sob esse viés, destaca-se a reduzida orientação pedagógica sobre o manuseio da tecnologia na ampliação do conhecimento, como propulsor da utilização errônea desse veículo. De acordo com o Determinismo Geográfico, o homem é produto do meio, pois uma criança, ao crescer em um ambiente no qual tenha determinado comportamento, tende à adquiri-lo. Sendo assim, um indivíduo, ao desenvolver-se na atual conjuntura social, cuja característica marcante seja utilizar a internet apenas para entretenimento, vai assimilar essa conduta negligente. Por isso, a consolidação dessa forma de agir, transmitida entre gerações, funciona como forte base do problema.
À luz dessas considerações, compreende-se, portanto, que os obstáculos enfrentados para implantação de novos modelos educacionais é fruto da ainda fraca eficácia da lei e da forte influência social. A fim de atenuar o impasse, o Governo Federal deve fiscalizar as leis tomando medidas que instrua e incentive o professor a buscar maneiras de ensino criativo, com objetivo de fornecer para os estudantes o melhor modo de aprendizado e despertar o interesse nas matérias. Além do Ministério da Educação, aplicar campanhas de abrangência nacional, aliado às emissoras abertas de televisão, como forma de incentivar e instruir o manuseio da tecnologia para fins educativos. Assim, o impasse será gradativamente amenizado no país.