Novos modelos de educação
Enviada em 01/08/2020
Com o advento da pandemia do Covid-19 e as medidas governamentais de isolamento social, várias atividades cotidianas da população tiveram que ser adequadas e dentre elas, a questão da educação. Dentre as diversas formas de ensino, destaca-se o ensino à distância, uma tentativa do governo de garantir o ensino para os alunos durante o acontecimento. Entretanto, apesar de de ter sido um recurso que facilitou os estudos dos cidadãos, intensificou ainda mais a desigualdade do País - uma pesquisa divulgada pela USP, Universidade de São Paulo revelou que 30% dos alunos não têm acesso à internet.
Nesse contexto, vale ressaltar que os novos modelos de educação contribuíram para que o ensino chegassem aos estudantes. Desse modo, devido a pandemia, parte da população tiveram as aulas suspensas e o ensino a distância permitiu que o ano letivo dos indivíduos não fossem totalmente prejudicado e o conhecimento chegassem até os domicílios por meio das plataformas. Além disso, essa forma de ensino trouxe flexibilização dos estudos e custos menores uma vez que as aulas podem ser acessadas em qualquer horário do dia e também reduz os gastos como o de transporte e alimentação. Assim, é notório que essa adequação trouxe benefícios para a sociedade e diminuiu os impactos da pandemia durante o isolamento social.
Contudo, apesar da ideia ser uma tentativa de democratização da educação, intensificou ainda mais a desigualdade no Brasil - estudos feito pela USP mostrou que em cada 10 alunos, 3 não têm acesso à internet e não tiveram como participar das aulas como o restante. Ademais, segundo revista brasileira de atualidades Abril, divulgou a maioria das faculdades particulares de adequaram ao cronograma de estudos com a criação de plataformas, enquanto 87% das universidades federais por falta de verbas governamentais não puderam compartilhar do mesmo direito. No entanto, apesar da constituição garantir à educação como um direito de todos, sendo o dever do Estado garanti-lo, há uma elitização do ensino, o que além de ameaçar a integralidade dos indivíduos, retira o bem estar social.
Portanto, com o intuito de mudar esse cenário da elitização do ensino e promover uma sociedade menos desigual diante dos novos modelos de educação, é necessário que o Governo - responsável em garantir direitos à todos - em parceria com o Ministério da Educação, invista por meio de verbas em projetos educativos, como o oferecimento de locais de estudo que tenham computadores e acesso pleno à internet, onde os alunos pudessem estudar e desfrutar de seus direitos como a Constituição garante. Adicionalmente parte dessas verbas deveriam ser destinadas na criação de bolsas de estudos para os mais carentes socioeconomicamente.