Novos modelos de educação

Enviada em 17/05/2020

No filme “A sociedade dos poetas mortos”, John Keating é um professor de uma tradicional escola americana. O personagem foi responsável por estimular o pensamento crítico e autônomo de seus alunos, mas sofreu diversas repreensões. Atualmente, o Brasil está passando por sérias dificuldades educacionais ocasionadas pelo modelo de ensino ultrapassado. Logo, é lícito afirmar que o Estado e as instituições privadas negligenciam a estrutura educacional corroborando a criação de uma sociedade de analfabetos funcionais.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de reformas educacionais para tornar o modelo de educação estimulante para a criatividade e autonomia dos alunos. Essa lógica é comprovada quando se analisa a metodologia de ensino em que o educador é tido como o único detentor do conhecimento, enquanto o educando apenas tem o papel passivo na sala de aula. Segundo Paulo Freire, patrono da educação brasileira, o que se tinha em meados da década de 60 era a chamada educação bancária em que o aluno era um mero depósito de conhecimento. Ainda hoje, essa prática é evidente nas salas de aula tornando o processo de aprendizagem deficitário.

Outrossim, é imperativo pontuar que algumas instituições estão mudando a metodologia de ensino da sala de aula para a tela do computador ocasionando uma falsa impressão de inovação. Nesse sentido, a educação à distância (EAD) se mostra muito benéfica para os alunos, porém trás consigo as mesmas práticas do ensino presencial. Dessa forma, não há uma construção e compartilhamento de conhecimento, mas sim, como diz a teoria freiriana, um depósito de fórmulas prontas nos alunos.

Posto isso, o Ministério da Educação deve, por meio de diálogos e debates entre entidades como a União Nacional dos Estudantes juntamente com os sindicatos dos professores, construir uma reforma educacional que tenha como base a metodologia da educação libertadora de Paulo Freire, a fim de tentar modificar a forma de ensino tradicional.