Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 11/05/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde. Desse modo, mesmo com a garantia constitucional ainda são enfrentados diversos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, seja por falta de informações ou pensamentos machistas.
Em primeira análise, é fundamental apontar a falta de informações como impulsionador da problemática. Ainda que em novembro ocorram notícias sobre patologias que acometem o homem, nos outros meses é perceptível que o assunto caia no esquecimento. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontam que 65.840 novos casos de câncer de próstata por ano. Dados como esse comprovam que a temática requer urgência e necessidade de ser divulgado o ano todo e não só por um momento. Ademais, é preciso combater o preconceito vindo de pensamentos machistas pelo autocuidado e pela forma de realização do exame.
Consoante, Immanuel Kant “Um indivíduo tem seu caráter formado pela educação que possui.” Diante disso, um rapaz criado sob mentalidade social de que cuidar da própria saúde é sinônimo de fragilidade, tende a não procurar atendimento, o que acarreta problemas graves. Dessa forma, enquanto o modelo de idéias masculinas não se modificar, a questão prosseguirá.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para que aconteça a conscientização social quanto à saúde masculina. Para isso, o Ministério da Saúde deve informar a população por meio de campanhas e propagandas televisivas a importância do autocuidado e da realização de exames, a fim de prevenir ou agravar enfermidades. Além disso, cabe a família, mediante diálogo educar os jovens comunicando sobre a igualdade de gênero, com intuito de eliminar o conceito antigo que homem tem que representar forçar e que se cuidar é demonstrar fragilidade. Assim, o índice apontado pelo INCA, reduzirá.