Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 10/05/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal direito não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, dificultando, deste modo,a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa pespectiva, faz-se imperiosa a análise, dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de incentivo quanto aos cuidados com suas saúdes por ser considerado um sinal de fraqueza, ao contrário do ocorrido com as mulheres. A figura feminina costuma, culturalmente, ter uma rotina mais frequente de exames médicos, de autocuidado e de prevenção contra doenças mais graves. Dessa maneira,constata-se que o modelo hegemônico da masculinidade impede a sociedade de se informar corretamente.
Outrossim, esse desleixamento diminui a expectativa de vida dos homens. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram diagnosticado mais de 60 mil casos recentes de câncer de próstata e aconteceram cerca de milhares de mortes por ano em decorrência da doença no Brasil. Em síntese, os dados comprovam que essa falta de prevenção gera o diagnóstico tardio, acarretando o prognóstico negativo e posteriormente a morte do indivíduo.
Depreende- se, portanto, a necessidade que o ministério da saúde tome as devidas providências e informe a importância do homem sempre cuidar melhor de sua saúde, por meios de propagandas, palestras, cartazes informativos para que tenham uma atenção maior para as doenças que podem ser causadas devido ao descuido. O movimento Novembro Azul foi justamente criado, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina, com ênfase na prevenção de câncer de próstata.