Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/05/2021

O nomeado, novembro azul, surgiu através da ideia de dois amigos de unir uma ação a data que comemorava o dia internacional do câncer de próstata, essa ação chamou atenção e foi ganhando nome em todo o mundo. Mas o grande objetivo dessa batalha era justamente quebrar tabus e inteirar a população masculina de que os cuidados com a saúde devem ser colocados acima dessas barreiras. Ainda existem muitos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, que ainda é muito negligenciada.

Primeiramente, é importante ressaltar, que o Instituto Nacional de Câncer (INCA) revela mais de 60 mil casos recentes e milhares de mortes por ano em decorrência da doença no Brasil. Dados que comprovam que essa falta de prevenção e cuidados gera o diagnóstico tardio, acarretando prognóstico negativo e posteriormente a morte do indivíduo. E a não-informação popular contribui para a persistência da falta de busca por profissionais da saúde pela escassez de notoriedade à saúde masculina, geralmente esquecida e pouco discutida. Alguns homens realmente deixam de lado esses exames, que devem ser feitos com frequência, por desinformação, outros por oportunidade/condição, mas também tendo casos onde sua própria cultura cria a uma imagem de que homens são de ferro, indestrutíveis, o que geralmente acontece.

Além disso, as raízes históricas e ideológicas aumentam cada vez mais a taxa de mortalidade entre os homens, pois a partir daquele passado foi estabelecida uma específica e rígida figura masculina. O grande desafio da compreensão dos homens é o exame em si, que só pode ser executado pela via retal onde o médico possa fazer a avaliação física da próstata, uma glândula do tamanho de uma noz que fica localizada na uretra, logo abaixo da bexiga e por isso o exame se torna alvo de piadas e constrangimentos. Onde fica claro o tabu machista imposto socialmente. Kant alegava que o indivíduo tem seu caráter formado pela educação que possui, isso reforça a ideia de que esse preconceito já veio construído de muito longe onde alguns homens preferem por sua saúde, e consequentemente sua vida, em risco por medo de ferir sua masculinidade.

Em síntese, é visível perceber a urgência da desmistificação dos papéis do homem na sociedade. O Ministério da Saúde deve informar a todos da população o quão grave é essa doença, por meio de campanhas publicitárias, anúncios e palestras. É necessário também que a instituição familiar eduque desde cedo o seu filho, sempre buscando caminhos para essa conscientização de forma clara e que não haja resultados mais trágicos futuramente. É essencial evidenciar que esse câncer tem a segunda maior taxa de morte entre homens, ficando atrás somente do câncer de pele.