Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 30/11/2020
No livro ``O Colecionador de Lágrimas’’, do psiquiatra Augusto Cury, é retratado a repressão feita pelo partido nazista contra a religião judaica e outras formas de governo que ascendiam pela Europa. Fora da ficção, as novas formas de totalitarismo na era tecnológica ameaçam os alicerces da democracia e desrespeitam a liberdade individual da sociedade. Dessa forma, os meios de telecomunicação de cunho sensacionalista e a utilização de redes sociais como uma maneira de opressão tornam-se uma forma de totalitarismo na era tecnológica, por isso devem ser debatidas e mitigadas.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a televisão brasileira herdou características que geraram uma opressão política em âmbito nacional. Isso porque, na década de 1940 e 1950, o DIT (Departamento de Imprensa e Propaganda) reprimia e discriminava qualquer partido político que não estivesse filiado a Getúlio Vargas. Consequentemente, a mídia brasileira habituou-se a oprimir qualquer partido contrário ao seu ideal, independente dos valores éticos e morais que uma emissora deve levar aos seus telespectadores. Sendo assim, é construída uma forma totalitária tecnológica, que desrespeita a liberdade de escolha e reprime os ideais políticos dos cidadãos.
Em segundo lugar, perante ao exposto, é imperativo enfatizar que a ascensão das redes sociais cria mecanismos para o terrorismo religioso. Segundo a filósofa Hannah Arent, a ideologia do terror é uma forma de manipular e controlar a sociedade de uma região. Tomando essa linha de raciocínio, os grupos extremistas tais como o Estado Islâmico, utilizam-se das redes sociais para disseminar o terror e a sua intolerância religiosa. Assim como o exemplificado por Augusto Cury, o totalitarismo religioso afeta a laicidade de uma sociedade e controla os cidadãos por meios psicológicos tais como o medo e a opressão. Logo, a crescente onda de publicações repressoras e violentas promove uma forma de totalitarismo na era digital que atinge a população em uma escala global.
Portanto, tendo em vista que o sensacionalismo político da televisão brasileira e a utilização das redes sociais para difundir o terror são novas formas totalitárias na era digital, cabe ao Estado e as empresas mitigar o entrave. Primeiramente, o Ministério da Justiça deverá sancionar leis que garantirão a democracia para a escolha política de qualquer cidadão, por meio de um memorando, com o proposito de reduzir a opressão sobre poderes políticos opostos nos meios de telecomunicação. Ademais, as empresas que administram as redes sociais devem promover a fiscalização de publicações terroristas em suas plataformas, com o intuito de reduzir o totalitarismo presente na ideologia do terror. Por fim, o entrave será reduzido.