Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 12/02/2020

O conceito de alienação -elaborado originalmente no modernismo pelo filosofo Hegel- se refere a tudo aquilo que é feito mas não se conhece a razão. Partindo desse pensamento podemos dizer que a globalização que possibilitou novas formas de interação também abriu portas para manipulação e alienação.

A filosofa judia Hanna Arendt pensa o totalitarismo como um “sistema no qual os seres humanos são supérfluos”. Na era da tecnologia, onde se produz uma ideia de liberdade, que é totalmente ilusória, o individuo se torna facilmente uma peça deste sistema devido a facilidade de controlar o público desejado através da manipulação dos meios de comunicação.

Essa conjuntura, de acordo com Jonh Lock, filosofo contratualista, configura-se uma violação do “Contrato Social” já que o Estado não cumpre sua função de garantir a liberdade para que os cidadãos gozem de seus direitos.

Em suma, segundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, todos os seres humanos nascem livres e iguais. Logo, é dever do Estado resguardar a liberdade dos mesmos e punir todos àqueles que tramarem contra o direito de liberdade. Por isso, o Governo através do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário deve criar uma legislação detalhada para as novas tecnologias. Essas leis deverão punir o vazamento de dados, tentativas de manipulação e violência. É importante também a criação de uma plataforma de denúncias para comportamentos virtuais inadequados. Esse veículo deve ser criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e inovação e funcionará como canal entre a população civil e autoridades. Com isso, espera-se que a era tecnológica se torne menos totalitária.