Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.
Enviada em 12/02/2020
Governos totalitários estiveram presentes em grande parte da história humana e inclusive até a formação da Declaração Internacional dos Direitos do Homem e Cidadão eram tidos como normais. Na atualidade, o avanço do autoritarismo toma repercussão, principalmente, pelo uso do aparato tecnológico como meio de eleição e bipolarização da sociedade, o que provoca inúmeras consequências dado que estimula o medo e a fragmentação da população. Diante disso é importante que medidas sejam providenciadas tal como a promoção de educação cidadã a todos indivíduos a fim de formar cidadãos críticos ao meio político a que está inserido. Convém ressaltar, sob tal perspectiva que o uso de inverdades para promoção de governo não é algo estritamente atual, Hitler e até mesmo Stálin utilizou de campanhas de divulgação de governo “maquiadas” para ressaltar seus feitos e demonizar a oposição. O que torna as “fake news” algo novo e mais perigoso é o meio em que são transmitidas - as redes sociais -. Fato que é determinante para repercussão, uma vez que o número de pessoas alcançadas é muito superior a qualquer outro meio de divulgação de informação utilizada antes. Um exemplo disso pode ser observado em países como Brasil, EUA e Inglaterra, locais onde a imprensa está constantemente sendo atacada pelo governo e os próprios utilizam fonte e meio de comunicação não-convencionais para reiterar seus governos. Em consequência dessa realidade tem sido presente na sociedade o retorno de uma bipolaridade ideológica a qual estimula a fragmentação do povo e a violência e assim se instaura o medo. E desse modo, como afirma o sociólogo Zygmunt Baumann o medo se transforma tanto em uma política de Estado como de Mercado, o que restringe a liberdade. Política de Estado pois a população se desmobiliza (começa atuar individualmente), de Mercado pois uma pessoa com medo em meio a violência deseja defesa, logo, aumentam os consumos de armas, seguros, e mecanismos de segurança privada. Sendo assim é de extrema importância romper esse ciclo vicioso do autoritarismo, do medo e das notícias falsas.
Portanto, para atingir as mudanças necessárias para que tal ciclo acabe é preciso que os profissionais da educação promovam uma educação libertadora, como defendia o pedagogo Paulo Freire, por meio de debates e discussão que desmistifique a política e demonstre o quanto é necessária. Esta metodologia possuirá o papel de formar indivíduos críticos que saibam questionar e eleger representantes do poder que governem aos moldes de um Estado democrático de direito respeitando os limites entre a sociedade e o monopólio do poder do Estado.