Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 11/02/2020

A liberdade e a privacidade são direitos garantidos, a todos os brasileiros, em nossa Constituição Federal de 1.988. Essa proteção é de extrema importância à qualquer sociedade que queria manter-se longe do autoritarismo. No entanto, com o surgimento da tecnologia, suas  formas de se relacionar com as pessoas e o aumento no seu consumo, novos tipos de governos ditatoriais estão ficando cada vez mais possíveis. Assim, é necessário analisar o aumento do consumo e o risco de novas formas de totalitarismo surgirem com a tecnologia.

Primeiramente, é importante salientar que o uso da tecnologia está em constante crescimento no Brasil. Pesquisas recentes apontam que mais da metade da população faz uso diário de aparelhos tecnológicos. É uma realidade que só tende a crescer em nosso país. A questão é que muitos desses aparelhos possuem mecanismos de coleta de dados pessoais de seus usuários e a cada ano novos equipamentos surgem com essa finalidade, gerando um alto risco à democracia.

Por conseguinte, é necessário entender que o ser humano precisa sentir-se parte de um grupo. O livro Sapiens - uma breve história da humanidade, do escritor Yuval Harari, aborda essa característica e os riscos que ela traz. Vivemos em grupos orientados por ideias. Sendo assim, se um aparelho celular, por exemplo, subtrair informações pessoais de seus usuários, quem possuir esses dados poderá manipular essas pessoas, seja com interesses religiosos, comerciais, políticos. São infinitas as possibilidades.

É necessário, portanto, que o Ministério da Tecnologia formule regras às empresas do ramo tecnológico com o objetivo de evitar a coleta de dados de seus usuários, exigindo que essas empresas passem por avaliações de rotina com equipes especializadas que analisem se os seus produtos estão protegendo e mantendo em segredo os dados de seus usuários. Só assim garantiremos os direitos de nossa Constituição e ficaremos livres de novas formas de totalitarismos por meio da tecnologia.