Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 11/02/2020

De acordo com Rousseau, a natureza do homem é boa, mas a sociedade possui causas que o tornam miserável; o totalitarismo na era tecnológica é uma dessas causas. Rente a esse quadro, destaca-se que o controle das ações dos cidadãos e a sua vigia são novos mecanismos para o totalitarismo.

Em primeiro lugar, nota-se que a conexão, via internet, dos meios de comunicação tornam possível o controle das ações pessoais. Nesse contexto, tem-se que as redes sociais, como facebook, whatsapp e instagram, necessitam utilizar a localização do usuário nos aplicativos constantemente para habilitar suas funções, o que permite o rastreio e a verificação dos locais frequentados pela pessoa possibilitando seu monitoramento e, consequentemente, seu controle. Prova disso é a necessidade de tornar o uso da localização em modo “sempre disponível” nos aparelhos celulares, os quais são utilizados e adquiridos pela maioria das pessoas no mundo contemporâneo. Assim, fica evidente o controle das ações pessoais.

Em segundo lugar, observa-se que a coerção das ações pessoais são motivadas pela vigilância constante de suas ações. Nesse âmbito, percebe–se que o desenvolvimento tecnológico proporcionou a inter-relação dos aparelhos, a exemplo das câmeras inteligentes, os quais estão aptas à reconhecer e notificar ações e perfis considerados de interesse, o que propicia o controle das ações pessoais. Tal fato pode ser comprovado pelo próprio programa televisionado “Big Brother”, no qual os participantes são “vigiados” de forma constante para o interesse do público consumidor e seu entretenimento. Dessa maneira, fica claro que é possível monitorar as pessoas de forma constante e “de perto” se de interesse.

Fica claro, portanto, que as autoridades competentes tomem atitude para sanar o problema. Para isso, é necessário que os comitês de ética e privacidade, como responsáveis pela transparência dos órgãos, divulgar os projetos e ações realizados pelo Estado, por meio da realização de notificações oficiais para os meios de comunicação, com a finalidade de prevenir o abuso de autoridades. Ademais, cabe aos próprios cidadãos, como principais agentes da cidadania, fiscalizar as ações do Estado, por intermédio da busca e visualização diária das ações, prioridades e investimentos tomados pela União, com o objetivo de impedir o surgimento de comportamentos totalitários no país. Dessa maneira, irá se evitar o surgimento das novas formas de totalitarismo na era tecnológica atual.