Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 13/02/2020

Supercomputadores, inteligências artificiais, automação de tarefas. Tudo isso só foi possível por causa de avanços tecnológicos que hoje permitem ao ser humano concluir tarefas antigamente consideradas impossíveis. Contudo, o avanço das tecnologias promoveu o surgimento de novas formas de totalitarismo na sociedade como, por exemplo, scores sociais e bloqueio de opiniões divergentes. Desse modo, causa o afastamento de pessoas.

Primeiramente, está previsto para começar a funcionar na China durante o ano de 2020 o, mundialmente criticado, sistema de score social chinês. Esse, através de reconhecimento facial permite identificar as pessoas e caso descumpram as leis puni-las reduzindo o score do indivíduo. Não obstante, em vários países existem empresas que criam Scores de Crédito - garantem ao vendedor que o comprador é um bom-pagador, assim, tornando possível a obtenção de bens com cartões de crédito e empréstimos. Porém, esse método é comparável ao score social em implementação na china uma vez que proíbe aos mais pobres obterem bens ou até mesmo a acesso à tratamentos de saúde. Dessa maneira, torna-se mais um exemplo totalitarista na sociedade.

Outrossim, o totalitarismo é uma forma de governo que restringe e suprime a oposição. Análogo a isso, nas redes sociais é permitido bloquear pessoas seja por não gostar do que posta ou apenas divergir opiniões. Isso é prejudicial, já que promove o isolamento do usuário em grupos que têm as mesmas opiniões de forma a gerar a sensação de certeza e superioridade. Assim, não há ninguém para discordar do que acha e, por conseguinte, cria-se uma barreira virtual na qual o internauta está isolado do mundo e de outras opiniões. Assim sendo, cabe ao usuário tentar dialogar com quem discorda, a fim de obter conhecimento.

Torna-se evidente, portanto, que existem novas formas de totalitarismo na era tecnológica e essas são prejudiciais, excludentes e em alguns casos estão enraizadas na sociedade como normais. Dessa forma, cabe à ONU criar uma divisão de fiscalização tecnológica, com o objetivo de verificar em escala mundial o uso das tecnologias e verificar se estão sendo usadas de forma invasiva seja por países, seja por empresas. É também dever do Usuário das redes sociais, promover o diálogo e não a ação de bloquear alguém. Desse modo, será possível reduzir o número de ações totalitárias por Governos e Indivíduos.