Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

Enviada em 12/02/2020

Em 1964, instaurou-se no Brasil uma ditadura militar que, durante anos, privou os brasileiros de se expressarem livremente. Atualmente, anos após a redemocratização, não só os brasileiros, como todos os habitantes do globo, enfrentam uma nova forma de totalitarismo na era tecnológica, com monitoramentos, cada vez mais frequentes durante o cotidiano. Assim, a liberdade se torna cada vez menos uma realidade.

Nesse contexto, é possível notar que o ser humano, na contemporaneidade, tem o dia a dia monitorado, seja por câmeras em locais públicos, seja pela atividade que exerce na internet, constantemente armazenada pelas redes sociais. Muito embora tal vigilância tenha um propósito de segurança, por exemplo, para identificar um criminoso por intermédio das filmagens em certa rua, ela acaba por privar mulheres e homens de exercerem a própria liberdade, um direito considerado universal e inalienável desde os filósofos liberalistas como John Locke.

Além disso, o totalitarismo implícito na vigilância por vias tecnológicas adquire dimensões preocupantes em casos como na China, que estuda implementar uma espécie de “ranking de comportamento”. Tal proposta conta com um monitoramento detalhado do cotidiano de um indivíduo com o objetivo de classificar, de certo modo, quem é um “bom” ou um “mau” cidadão. Esse exemplo demonstra que a tecnologia está sendo utilizada atualmente para fins totalitários em níveis preocupantes.

Diante do exposto, nota-se que medidas são necessárias para inibir o crescimento do totalitarismo na era tecnológica. Nesse sentido, a própria sociedade deve combater o monitoramento excessivo, por meio de protestos que questionem o armazenamento de dados pessoais na internet e a vigilância que desrespeita o direito natural do ser humano em ser livre e, com isso demonstrar o descontentamento diante de medidas totalitárias. Como consequência, os direitos universais da população permanecem conservados.