Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 08/10/2021

É notório que, não só no Brasil mas também no mundo todo, muitas mulheres sonham em serem mães. Elas planejam desde de muito cedo como seria seu futuro com um marido e filhos. Porém, sera mesmo que todas dessas mulheres realmente querem viver a maternidade? Essa pergunta vem sendo feita com mais frequência no século XXI, ressaltando a vontade da mulher e seu poder de escolha sobre seu próprio corpo e sua vida. Pois, com o machismo estruturado na sociedade, muitas mulheres são induzidas ao decorrer de toda a sua vida a terem filnos, como se essa fosse sua obrigacão, sem ser levado em conta o que realmente querem.

Em primeira instância, vale enfatizar como pessoas de sexo feminino são, por muitas vezes, coagidas à terem filhos por influencias de diversos tipos, impedindo muitas vezes de poderem refletir sobre essa decisão tão importante. Nesse contexto, pode-se aplicar a citação da filósofa Angela Davis “A opressão é multifatorial”. Assim como na frase citada, são diversos os fatores que influenciam por geracões as mulheres a terem terem filhos como se fosse um objetivo de vida. Seja pela romanização da gravidez criada em ambiente familiar desde a infância, seja pela pressão de um marido que quer uma família tradicional para manter uma “boa aparência”, pequenas ações acabam por induzir essa visão de que a mulher tem que ter como principal função na terra a criação e cuidados do lar.

Nesse ínterim, outra causa da Maternidade compulsória é a organização, muitas vezes do próprio governo de uma sútil ou não, para fazer com que seja difícil de uma mulher impedir de engravidar. Bem como mecanismos feitos por lei para impedir o aborto, que inclusive é um ato ilegal no Brasil, ajudam à firmar essa forma de opressão, em que uma mulher não pode decidir legalmente sobre o que acontece consigo mesma, e muito frequentemente opite por realizar o aborto de forma clandestina e perigosa, podendo causar até a sua morte. Diante desse cenário, é aplicávela citação de Pierre Bordieu “o que foi criado para ser um instrumento de democracia não pode ser convertido em instrumento de opressão.

Portanto, para que a maternidade compulsória não seja mais um problema no Brasil, urge que o Governo, na figura do Ministério da Saúde, em conjunto do Ministério da Justiça, legalizem o aborto e criem campanhas, por meio da tranmissão na em rede aberta e em redes sociais, sobre metódos contraceptivos para prevenção da gravidez. Para que assim, mulheres se sintam mais a vontade ao saberem que tem escolha de serem mães ou não, e que por conseguência, aos poucos o gênero feminino não se sinta mais obrigado a cumprir papéis que o patriarcado impõe.