Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 08/10/2021
A gravidez é um evento resultante da fecundação do óvulo por um espermatozoide, que dará origem a um novo ser. Ou seja, é algo que ocorre dentro de uma mulher, e deve acontecer por livre e espontânea vontade. Entretanto, a cultura da maternidade compulsória, tem feito com que isso ocorra de um forma “obrigatória”. Isso ocorre por conta de uma herança sociocultural e traz diversas consequências.
Deve-se pontuar, de início, que a herança sociocultural é um fator que promove o aumento da problemática, pois nos tempos antigos, as mulheres eram tratadas como algo que nasceu só para cuidar da casa e ter filhos, se uma menina nascesse estéril, ela era tratada mal e se tornava um desgosto para a família, por isso, a sociedade impõe que toda mulher deve ter filhos para ser feliz. Segundo a professora de Química e blogueira Ana Eufrázio, historicamente a maternidade é tratada como uma dádiva, uma benção. Com isso, todas as mulheres que escolhem ir contra esse padrão, estão erradas na visão da sociedade. Sendo assim, fica evidente a necessidade de uma mudança nesse pensamento.
A partir dessa perspectiva, é possível afirmar que a cultura da maternidade compulsória traz diversas consequências. Segundo o G1, os casos de depressão pós parto aumentaram em 27% nos últimos anos. E isso é resultado dessa cultura, que faz com que muitas mulheres engravidem por pressão de familiares, amigos, igrejas e não por sua própria vontade, fazendo com que elas mesmas levem uma vida triste. Além de afetar a criança, pois essas mães tendem a não gostarem de seus filhos e acabam os tratando mal. Desse modo, é necessário uma intervenção para resolver essa questão.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para alterar esse cenário no Brasil. Logo, a mídia, como formadora de opinião, deve, através de novelas e programas televisivos transmitidos em horário nobre, criar mais personagens femininos que não sejam mães e tenham uma vida feliz. Ademais, as escolas devem, desde o início da vida escolar das crianças, através de palestras, desmistificar esse assunto, e mostrar que a maternidade deve ser algo opcional, e que não algo que toda mulher deva passar, com o intuito de acabar com os debates acerca da maternidade compulsória no Brasil.