Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 04/10/2021

Na Grécia Antiga, na cidade de Atenas, as mulheres não eram consideradas cidadãos e tinham como uma de suas poucas funções a maternidade. Tal cenário histórico caótico, perpetua-se no Brasil, ainda no século XXI, haja vista que as mulheres sofrem com a maternidade obrigatória. Esse contexto perverso, deve-se a imposição social e a sociedade do positivismo, a qual acarreta no surgimento de transtornos mentais no sexo feminino.

Sob esse viés, é importante ressaltar a coerção da maternidade na sociedade brasileira. De acordo com o sociólogo Emille Durkheim fatos sociais são ações dos indivíduos dentro de uma civilização, esses são impostos e forçados por essa população. Nessa esteira, a maternidade atua-se como um  fato social, no país, isso porque a mulher é frequentemente coagida a possuir um filho. Tal fato, é evidenciado em filmes destinados ao público infantil, com " A branca de neve e os sete anões", em que a princesa possui a capacidade natural de cuidar dos anões, como seus filhos. Portanto, nota-se a compulsória imposição civilizatória frente a um processo que deveria ser uma escolha da mulher.

Ademais, o panorama nefasto supracitado é atrelado ao positivismo social. Nessa perspectiva, o filósofo Byung-Chun Han, em sua obra “A sociedade do cansaço”, experiências que as pessoas da contemporaneidade vivem um modelo positivista, o qual busca um alto desempenho nas relações sociais, de trabalho, entre outras. Dessa forma, a maternidade é vista como um estágio para o crescimento da mulher, sendo assim, uma obrigatoriedade. Consequentemente, devido a essa conjuntura impositiva perversa, o indivíduo do sexo feminino acaba desenvolvendo transtornos psicológicos, com ansiedade.

Portanto, o Ministério da Educação deve desconstruir a ideia errônea de obrigatoriedade da maternidade. Isso deve ser feito por meio de palestras destinadas a alunos de todas as faixas etárias- principalmente o sexo feminino - e aos pais, essas palestras devem ser aplicadas por sociólogos e psicólogos, para que eles expliquem o contexto de maternidade compulsória e suas consequências negativas. Com essa medida, objetiva-se tornar a maternidade uma escolha e não uma obrigatoriedade. Somente assim, os reflexos negativos da sociedade ateniense serão destruídos.