Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 22/09/2021
É fato que, a 35 anos o destino das mulheres era reservado para a maternidade e o cuidado do lar, na época além de ser um sinônimo de felicidade, saúde e união isso era algo imposto. No entanto, ao passar dos anos as prioridades femininas mudaram, e consequentemente o julgamento aumentou, atualmente as mulheres estão focadas em seus estudos, carreiras, bem-estar e conforto, restando pouco ou nenhum tempo para cogitar gerar uma criança.
Inegavelmente, a cada dia que passa as mulheres estão escolhendo seu próprio lugar na sociedade, seja na faculdade, viajando, ou apenas não querendo reproduzir por motivos pessoais. Além disso, grandes ícones femininos como Jennifer Aniston já revelaram publicamente sua falta de interesse na maternidade, o que inspira mais mulheres a não terem vergonha ou medo de fazer uma escolha que só cabe a elas.
Ao mesmo tempo que há avanços quanto a determinação da gravidez, ainda resta muito retrocesso principalmente com a romantização da maternidade, ou seja, os indivíduos acreditam que tudo é perfeito e que engravidar completa uma mãe, logo, todas as mulheres saudáveis têm o dever de conceber um bebê. Todavia, é fato que isso não é verdade, pois, tanto a escolha de ser ou não ser mãe traz junto julgamentos de todos os lados da sociedade como a família que tenta determinar quando uma jovem deve engravidar, a quantidade de filhos que deve ter e como irá criar essas crianças.
Portanto, com o objetivo de amenizar a discriminação com mulheres que decidiram não serem mães a sociedade deve respeitar e normalizar essa escolha através da informação de como é a realidade da maternidade e seus desafios que são para a vida toda. Um bom lugar para se informar é acompanhando o movimento childfree (livre de crianças) nas plataformas digitais, lá pessoas que escolhem não ter filhos expõem sua opinião publicamente além de relatarem como se sentem quando sua liberdade de escolha individual é infringida por quem acha obrigatório engravidar.