Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 24/09/2021
Consoante o período Imperial brasileiro, a mulher não possuia prestígio social, ou seja, essa sociedade patriarcal destinava apenas a criação dos filhos e do lar como funções obrigatórias da população feminina. Nesse viés, embora a Constituição de 1988, determine a igualdade de gênero, ainda é um desafio combater a maternidade compulsório no país. Diante disso, deve-se analisar a falta de debates midiáticos e a ausência de políticas públicas para desconstruir esse padrão imposto na cidadania, sobre a falta de escolha da mulher sobre a maternidade.
Primeiramente, a falta de debates midiáticos, no sentido de desfazer com essa cultura que impõe a gravidez na vida da mulher é uma problemática. Isso decorre desde o período monárquico, visto que os reis casavam na intenção de ter filhos para deixar herdeiros e sucessores políticos. Nessa realidade, se a mulher fosse esteril, era hostilizada pela família e a igreja Católica tinha o poder de anular a relação patrimonial. Nessa perspectiva, mesmo com a ascensão da mulher no mercado de trabalho, ainda é muito comum, parte da população cívil, impor o casamento e a gestação como destinação da mulher, como sinônimo de uma família próspera e feliz. Logo, em circunstância com a Constituição Cidadã, é primordial a criação de um espaço de discussão, a fim de exaltar a liberdade de escolha da população feminina.
Em segundo lugar, a ausência de políticas públicas, na intenção de combater a maternidade compulsória também é um problema. Isso porque, muitas pessoas estabelecem um padrão de vida a ser seguido, por exemplo, uma pessoa para ser enquadrado como “normal”, ela deve seguir a ordem: concluir os estudos, casar e ter filhos. Caso contrário, esse cidadão sempre será cobrado por um membro familiar a execução desse destino imposto socialmente. Contudo, atualmente, principalmente as mulheres, buscam liberdade para vivenciar outro estilo de vida, sobretudo, sem regras. Portanto, é essencial fomentar debates na esfera pública em defesa do fim da gravidez obrigatória, visto que essa ação irá sanar essa padronização de vida e garantirá o prestigío social igualitário para os gêneros na cidadania.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para desconstruir esse impasse. Por isso, o Estado, adjunto com os canais de comunicações virtuais, deve criar propagandas informativas para valorizar a multiciplicidade formas de viver à vida, por intermédio do convite às mulheres que escolheram não casar, divorciadas e mães solteiras para serem grupos de voz na desconstrução da maternidade compulsória, a fim de empregar o direito constitucional como, a liberdade de escolha, expressão e a igualdade de gênero no Brasil.