Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Segundo o escritor Gilberto Dimestein, em sua obra cidadão de papel, fala que nós só temos direito no papel. Analogicamente, a maternidade compulsória no Brasil, hodiernamente, corrobora com o autor. Ora pela insistência do modelo de família patriarcal, ora pela pressão da sociedade. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas do problema.
Primeiramente, consoante Paulo Freire, pedágogo, “mudar é difícil, mas é possível”. Logo, é notável a dificuldade da sociedade em mudar pensamentos machistas passados por gerações, por conseguinte, as mulheres são incentivadas e obrigadas a serem mães, pois, para os cidadãos esse é o principal papel da mulher, resumindo à vida dessa a função de ser mãe, esposa e cuidadora da família. Com isso, percebe-se à dificuldade da população em entender que hoje a mulher é livre para escolher suas próprias prioridades, como, por exemplo uma faculdade, assumir um cargo no trabalho, viagens, festas, entre outras funções que não seja a maternidade.
Outrossim, a pressão da sociedade contribui para a constância do problema. De acordo com Chico Xavier, espírita, “niguém é responsável por nosso destino, a não ser nos mesmo”. Porém, muitas mulheres convivem com as constantes pressões, onde são obrigadas psicológicamente a pensarem que só estarão completas e realizadas quando se tornarem tevem filhos. Por conseguinte, quando pequenas são estímuladas e na fase adulta são coagidas por conta do relógio biológica. Uma vez que, existe uma romantização da maternidade e uma preocupação com a solidão na velhice. Nessa conjuntura, percebe-se que as pessoas próximas influeciam diretamente na decisão das mulheres.
Em suma, é necessário medidas que mude o pensamento patriarcal ainda presente na sociedade. Portanto, cabe ao Ministério da educação fazer uma campanha nacional nas escolas, para esclarecer aos cidadãos sobre a importância da mulher, sua contribuição para sociedade e os papéis que essas podem exercer. Por meio de reuniões, gicanas, grupo de discussão e teatro, divulgando um resumo e o convite do evento nas principais mídias sociais, rádio e televisão, com o intuito de ser passado para toda a população, além disso, deve ser realizada com horários flexíveis para o comparecimento de todos da região, onde pisicológos e assistentes sociais estarão presentes para realizar atendimento e dar suporte para quem necessitar. Desse modo, será iniciado um novo entendimento sobre familia e o papel das mulheres e, essas terão seus direitos diferentes da obra Cidadão de papel.