Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 14/09/2021

Quando debatemos o tema da maternidade obrigatória no país, é fato que lidamos com um problema embasado no patriarcalismo e machismo transgeracionais. As mulheres são induzidas a maternar desde crianças, com os brinquedos e bonecas que limitam as suas vidas adultas a cuidarem de casa, havendo espaço apenas ao pensamento de que gerar um filho é uma obrigação, quando na verdade é uma decisão individual.

É oportuno introduzir o ponto de vista determinista de Friedrich Ratzel, quando percebemos que a sociedade e meio atuais que estamos inseridos são os principais fatores que catalisam a maternidade forçada, visto que, por parte das famílias, escolas ou governo, já está pressuposto que todas mulheres querem e devem ter filhos. Ou seja, é necessário que haja mais discussões nestes ambientes afim de preservar a liberdade feminina e ir além do que já está imposto.

O problema se agrava quando a pressão social vai além e se torna psicológica, desconsiderando as condições biológicas, sociais e mentais da geradora. No filme “Crepúsculo” a protagonista Bella Swan passa por uma gravidez de alto risco por não ter porte corporal para gerar a criança e apesar de quase falecer durante o parto, ela sempre foi incentivada pelos seus familiares à seguir com a gestação. Diante desta análise, conseguimos mensurar o quanto a opinião externa influencia diretamente na tomada de decisão da gestante.

Diante do problema supracitado, urge que o Ministério da Educação atue para combatê-lo.Isso acontecerá através de palestras anuais em todas as escolas, do ensino fundamental ao médio para explicar e orientar as meninas a pensarem em seus desejos individuais além daqueles que foram inseridos no seu cotidiano desde cedo, e também haverá a propagação dos relatos das mulheres que optaram por não ter filhos através das grandes empresas midiáticas, afim de gerar reflexão ao público.