Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 12/09/2021

A obra  Utopia do escritor inglês Thomas More, que retrata uma sociedade ideal, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. Observa-se que na realidade contemporânea, o oposto da coletividade sublime defendida pelo autor, uma vez que a maternidade compulsória, no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse contexto, a configuração de um grave problema, que tem como causas de falta de empatia do público e a má influência da mídia.

Em primeiro plano, é notório que o escasso de exercício de empatia acaba contruibuindo para a problemática. Segundo o filósofo Immanuel Kant, os indivíduos devem agir conforme o dever moralmente correto. Esse principio, chamado de imperativo categórico, não é plenamente executado no país, visto que as mulheres são, muitas vezes, discriminadas pela sociedade quando escolhem não ter filhos, sendo, as vezes, taxadas de preguiçosas e egoístas tanto por amigos, quanto pela própria família. Em consequência disso, muitas mulheres acabam se sentindo pressionadas a ser mãe, esse fator que afeta negativamente a saúde mental delas e potencializa o desafio em questão. Nota-se que esse desrespeito precisa ser desmotivado.

É importante pontuar a contribuição assumida pelos meios de comunicação em massa na temática. De acordo com o pensador Pierre Bourdieu, o que foi criado para a democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Todavia, ao debate sobre a maternidade compulsória, a mídia não cumpre o seu papel democrático, haja vista que silencia o problema ao não o abordar de forma exagerada, além de impulsionar a maternidade como um padrão necessário para a fecilidade familiar perfeita. Assim, é inadmissível que esse quadro continue a perdurar. Portanto, as medidas exequíveis são imprescindíveis para alterar esse cenário infeliz. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) órgão responsável pela educação pública do país deve criar uma campanha que vise mitigar a pressão social da mulher pela maternidade. Tal ação precisa ser realizada por meios de palestras e debates, em escolas e praças públicas, com profissionais da saúde e professores especializados no assunto, a fim de gerar o senso crítico na população e promover a harmonia social. Além disso, as emissoras de televisão e rádio podem, também, divulgar tal campanha em horário de maior audiência. Dessa maneira, a coletividade alcançará paulatinamente a Utopia de More