Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 07/09/2021

Maternidade compulsória é a obrigatoridade de mulheres de serem mães. Sendo assim, as mulheres são influencias através da romatização da maternidade que elas têm que desejarem se tornarem mães, sem haver o questionamente se aquilo é da sua vontade. Consequentemente, essa imposição ocasiona na falta de liberdade de escolha da mulher sobre seus desejos e seu corpo.

A princípio, a romatização da maternidade propaga uma realidade fantasiosa sobre se tornar mãe, sem considerar os empecilhos dessa jornada, como evidenciado no filme “Precisamos falar sobre o Kevin”, em que Eva engravida sem desejar ser mãe, por isso, ela não consegue lidar com as adversidades da gravidez e acaba criando sentimentos contraditórios pelo bebê. Logo, essa criação de um mito sobre a maternidade ilude mulheres a desejarem uma maternidade irrealista, distorcendo a realidade da maternidade, ocasionado um sentimento de culpa nas mulheres que não desejam ser mães ou as que enfretam os percalços da maternidade.

Ademais, a imposição de que mulheres têm o dever de ser mãe viola direitos básicos garantidos pelo artigo cinco da Constituição Federal de 1988, dado que nenhum indivíduo é obrigado a fazer algo senão em virtude da lei. Além de que a falta de liberdade de escolha das mulheres é originado do machismo instituído na sociedada brasileira, que através da romatização da maternidade e cobrança da sociedade, influenciando e oprimindo as mulheres, assim, as privando de ter escolhas próprias.

Portanto, é de extrema importância que  o Ministério da Cultura concientize a população por meio de propagandas televisivas e produções culturais que retratem a maternidade de forma realista, assim, diminuindo a romatização da maternidade, além de conscientizar mulheres que a maternidade é não uma obrigatoriedade, é uma escolha.