Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 13/09/2021

No filme “Quando a Vida Acontece” conta a história do casal Niklas e Alice, um casal que tenta ter filhos diversas vezes, porém não obtem sucesso, por isso acabam tendo problemas conjugais. Após as tentativas falhas, o casal decide tirar férias, ficando em contraste com outro casal, Romed e Christi, que ao contrário deles tem 2 filhos, mas os tratam como estorvos. De forma análoga ao filme, se consegue ver o que muitos casais, principalmente mulheres mais novas acabam enfrentendo,  que é a indecisão e a necessidade de ser mãe, como no caso de Christi, que ao contrário de Alice, não teve seus filhos por amor. Desse modo, pode-se afirmar que a maternidade compulsória é um fruto que está enraizado na nossa sociedade, porém, a maternidade não é uma limitação, ser mãe é uma dadiva e ao contrário que muitos pensam, filhos não limitam, mas sim, ajudam de diversas formas.

Diante desse contexto, no mundo todo podemos ver situações muito parecidas com a do filme, em que diversas mulheres encaram a maternidade como um peso, uma limitação de deveres, como se seus filhos fossem âncoras que estão deixando sua jornada mais lenta e cansativa. Infelizmente, na sociedade isto está tão enraizado, que não se fala do amor aos filhos ou do amor de ser mãe, pelo contrário, se fala apenas das mulheres que se arrependeram de ter filhos e das mulheres que perderam a vontade de ser mães, pois acreditam que piorou sua vida. Mas felizmente, uma pesquisa feita pela empresa britânica YouGov mostrou que 83% dos casais que tiverem filhos nunca se arrependeram de ter a criança, combatendo 8% de casais que se arrependeram de ter filhos e 6% de que um dia se arrependeram, mas hoje amam seus filhos, casais esses que variam entre 25 e 34 anos.

Alem disso, mulher tem muitos papeis na sociedade e a mesma pode fazer o que desejar, inclusive não ter filhos, pois é uma opição individual e está em seu direito, entretanto, é claro que se ela acredita que tudo o que pode aprender, crescer e construir está ligado epenas nela, sem dúvidas verá a maternidade de maneira negativa. Logo, ter filhos não é só um ato de responsabilidade, mas sim de amor. Querer tê-los é sim ter certas privações de liberdade, mas engano é achar que essas renuncias não trarão coisas incríveis e maiores, pois é preciso desistir de certas alegrias sozinha, para viver felicidades com dois, três ou mais que são melhores. Como diria o pensador G.K.Chesterton: “Todas as estonteantes e colossais coisas que são concedidas dependem de uma coisinha retida”.

Sendo assim, é bom que tenham propagandas e leis que mostrem que ser mãe é algo bom e que ajuda a mulher de diversas formas, como a entender o amor, ser mais responsavel, se tornar mais madura e se sentir mais forte. Ter filhos não estragam vistas ou criam muros, eles na realidade dão uma novas perspectiva para a mulher, pois crianças nos ajudam a ver melhor o que antes estava desfocado.