Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 08/04/2020
Na novela “Avenida Brasil” mostra-se a ultrajante realidade vivida em um lixão brasileiro, onde as pessoas possuem uma péssima qualidade de vida. Diante disso, pode-se observar a má estruturação do descarte do lixo local no Brasil. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.
Em primeira análise, é válido abordar que apesar de 30% do lixo produzido no Brasil poder ser reciclado, apenas 3% é de fato reaproveitado, o que ocorre pela falta de investimento no sistema de coleta seletiva local, e tal ação acarreta na maior produção de resíduos, sobrecarregando os aterros sanitários, o que induz os indivíduos à depositação desses substratos de forma errada, como em rios, encostas de morros, lagos e mares.
Em segunda análise, o difícil alcance à coleta correta de lixo à população que reside em áreas carentes apresenta-se como outro fator preponderante à deficiência do sistema de coleta de lixo. Em virtude disso, as pessoas que moram nessas regiões são mais propensas ao desenvolvimento de doenças pela falta de saneamento básico adequado, o que vai contra o primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente aprimorar a atual estrutura de coleta seletiva, por meio de leis que tornem obrigatório a separação do lixo, juntamente a um sistema adequado de coleta dos mesmos, a fim de diminuir a quantidade de resíduos. Em consequência disso, não haverá mais o sobrecarregamento de aterros e o mau descarte de resíduos. Outrossim, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve englobar regiões sem o devido acesso ao saneamento básico ao sistema sistema sistema de coleta de lixo adequado. Desta forma, toda a população terá acesso aos seus direitos, como dita a Constituição Federal de 1988.