Limites entre estética e saúde
Enviada em 06/01/2021
A frase dita por Blaise Pascal “A própria moda e os países determinam aquilo que se chama beleza” pode ser comprovada na realidade atual, na qual os padrões de beleza criados pela sociedade tornam as pessoas inseguras com suas aparências e as levam a buscar meios, em sua maioria prejudiciais, para atingir esses padrões.
Acerca disso, pode-se citar os estereótipos criados pela mídia, principalmente através de propagandas, que insinuam que ser magro é sinônimo de ser saudável e ter uma boa qualidade de vida, uma inverdade que leva milhares de pessoas a submeterem-se à dietas prejuciais à saúde e até mesmo procedimentos cirúrgicos. Fato confirmado por uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética(ISAPS) que revelou o Brasil como país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo.
Outro aspecto importante a ser comentado são os transtornos alimentares como bulimia e anorexia, ligados a perda excessiva de peso, e que atingem cerca de 4,5% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde. Transtornos que podem causar alterações hormonais profundas, ansiedade, depressão e até mesmo a morte.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mistigar essa problemática. Para tanto, é preciso que as instituições educacionais treinem seus professores para que eles identifiquem sintomas de transtornos alimentares em seus alunos e disponibilizem profissionais da saúde que possam atender e ajudar esses alunos nas escolas. Já a mídia, cabe a função de diversificar os biotipos dos modelos de suas propagandas, diminuindo assim a influência dos padrões sobre os seus telespectadores. Dessa forma, teremos uma sociedade mais saudável e menos suscetível à influência dos padrões de beleza