Limites entre estética e saúde
Enviada em 07/01/2021
Durante o século XXI, com a disseminação do uso de mídias sociais e redes virtuais, a imposição de padrões de beleza jamais esteve mais presente no cotidiano e vida social de cada indivíduo. No mundo conemporâneo, possuir um corpo bonito e saudável tornou-se um fator essencial, principalmente em uma sociedade em que a imagem e cada vez mais valorizada e corpos idealizados brilham diariamente nos anúncios de televisão e nas redes sociais. Entretanto, tal procura pelo corpo ideal, muita vezes, pode levar o indivíduo a atravessar o perigoso limite entre estética e saúde, de modo a causar perigosas enfermidades. Logo, cabe ao Ministério da Saúde e Educação promoverem políticas públicas que visem combater a propagação de ideais de padrões estéticos.
Ao longo dos séculos, o culto ao corpo recebeu diferentes significados e atualizações. Portanto, na Idade Média, tinha-se a visão corporal como um ’’ lugar de tentações’’, assim como na Revolução Industrial o homem era visto como um objeto de trabalho. Na sociedade contemporânea, por sua vez, pela direta influência da mídia, padrões de beleza passaram a ser difundidos e impostos, de maneira com que é constante a preocupação do indivíduo pelo corpo, especialmente os jovens. Academias, clínicas de estética e cirurgias plásticas são as principais ferramentas utilizadas atualmente em busca dos moldes do belo.
Por conseguinte, fica notável o exagero em propagandas de cosméticos, clínicas de estética e academias, o que induz a população a fazer uso e submeter-se a cirurgias, malhação e dietas totalmente exageradas sem auxílio de profissionais qualificados. Com isso, ao não se encaixar nos padrões europeus impostos, indivíduos prejudicam a própria saúde ao consumirem produtos e procedimentos de alto risco. Como exemplo pode-se citar a morte da bancária Lilian Calixto, que recorreu a um profissional não habilitado para atuar na área e fez uso de material sintético proibido (PMMA) para inserção corporal em alta dosagem.
Diante do supracitado, ficou notável que ao longo dos anos os padrões mudaram e trouxeram com eles consequências alarmantes como donças e até mesmo a morte. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde realizar propagandas digitais de auto-aceitação estética, bem como incentivar a valorização da saúde mental e física como pilares de uma vida saudável. Acrescido a isso, o Ministério da Educação, por meio de palestras e atividades interativas, deve, desde o ensino básico, promover o ideal de diversidade estética e conscientizar os alunos sobre a importância do acompanhamento profissional em casos de procedimentos estéticos. Logo, com a adoção de tais medidas, as pessoas deixarão de recorrer a procedimentos estéticos para uma aceitação social e passarão a apreciar sua plena saúde.