Limites entre estética e saúde
Enviada em 05/01/2021
O filme fictício ‘‘O mínimo para viver’’ retrata uma jovem que sofre de problemas estéticos e alimentares, desenvolvendo anorexia. Paralelo a esta ficção, a realidade assemelha-se ao passo em que a saúde da população está em risco com o exagero estético. Nesse sentido, o problema é agravado em virtude da má influência midiática e os padrões sociais expostos.
Primeiramente, a Influência da mídia caracteriza-se com um complexo dificultador para a valorização própria. Conforme o filme ‘‘O diabo veste Prada’’ a protagonista antes de ir trabalhar para uma revista de moda tinha uma aparência e estilo particular, após a influência a empresa e seu meio ela começa uma mudança em seu comportamento e na maneira de se vestir. Nessa perspectiva, pode-se observar que os grandes veículos de informação transmite uma burocracia social dos corpos, incentivando o descontentamento e o descontrole estético, afetando a saúde física e mental da sociedade.
Além disso, os padrões sociais impulsionam o problema, alimentando a ideia de corpo ideal. Nesse viés a cantora Beyoncé escreveu a música ‘‘Pretty Hurts’’, na tradução para o português ‘Beleza dói’’, ela descreve sobre os padrões de beleza instituídos, procedimentos estéticos, cirurgias e os riscos que esses fatores causam. Esse exemplo caracteriza a sociedade, em que padrões são induzidos para o público, que alienado, descontrola-se e busca a modificação física.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Cidadania, com o apoio do Ministério da Cultura, deve criar uma campanha com palestras e cartazes, além de explorar a beleza exótica e de minorias, de modo a reverter a irresponsabilidade da mídia e aumentar a valorização de belezas singulares. Assim, possivelmente riscos estéticos ou problemas alimentares ao qual a protagonista do filme ‘‘O mínimo para viver’’ enfrentou não serão propagados em uma realidade futura.