Limites entre estética e saúde

Enviada em 04/01/2021

Consoante o filósofo Ramón de Campoamor, “A beleza está nos olhos de quem a ver”. Nesse sentido, os limites entre a estética e a saúde têm sido deturpados não só pela formação cultural, mas também pela influência midiática.

Primeiramente, é válido ressaltar que a sociedade contemporânea muito estima o corpo magro, e isso influencia na procura do procedimento estético. Na Grécia Antiga, a mulher gorda era o exemplo de beleza por representar a fartura. No entanto, hodiernamente, o padrão recorrente não é mais esse, dessa maneira, para chegar a tal, há uma busca frenética pela perfeição através de procedimetos estéticos.

Além disso, a mídia estimula a busca por essa perfeição anatingível, e isso compactua com o número crescente de procedimento estético. Segundo o pensador Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um meio democrático, não deve ser revertido é um sistema opressor. Nessa perspectiva, é nítido que isso não acontece, uma vez que a mídia ensina que o corpo bonito é o magro, dessa forma, os procedimentos estéticos são buscados para alcançar esse padrão.

Portanto, medidas são necessárias para erradicar a formação cultural e a má influência midiática. Para isso, o Ministério da Saúde -órgão responsável pela saúde pública- deve impedir o procedimento estético que não seja por problemas de saúde, por meio de uma lei entregue à câmara dos deputados, com a finalidade de acabar com os números alarmantes de procedimento estético. Ademais, a mídia deve promover campanha mediante a redes sociais, a fim de quebrar o atual padrão de beleza. Assim o procedimento estético por beleza diminuirá.