Limites entre estética e saúde

Enviada em 07/01/2021

Segundo OMS -Organização Mundial da Saúde- ser saudávél é: um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de enfermidades. Nesse sentido, o papel da mídia é fundamental na definição dos limites entre estética e saúde. Seja por seu alcançe, ou por sua influência, já que essa participa diretamente da construção de esteriótipos. Diante disso, a busca por um corpo ideal torna-se um problema tanto social, como de saúde pública, e que merece a devida atenção do Estado.

A estética perfeita “faz a cabeça”, principalmente, dos jovens e adolescentes que na busca por aceitação social e sensação de pertencimento adentram ao “mundo da desinformação” na internet, atrás de dietas milagrosas e esteróides anabolizantes para modificarem seus corpos rapidamente. Segundo dados da OMS, o número de entradas nos hospitáis por complicações devido ao uso de esteróides aumentou em 50% de 2009 a 2014.

Consequentemente, os que aderem a esse culto ao corpo prejudicam sua saúde de maneira drástica e, por vezes, irreversível, e aqueles que preferem a não adesão são vistos como “fora do padrão”. Com isso, a pressão social gera uma distorção da própria imagem e, por conseguinte, possíveis transtornos mentais como ansiedade e depressão.

Dessa forma, pode-se perceber que os limites entre a estética e a saúde são estabelecidos socialmente e promovidos pele publicidade. Diante disso, é imperativo que o Ministério da Saúde promova um programa nutricional e médico que se inicie nas escolas a fim de concientizar os jovens e adolescentes de que saúde não é apenas uma questão de estética, mas também de bem estar físico, mental e social. Estender esse programa à grande mídia pode aumentar sua efetividade e eficiência, já que o diálogo trás esclarecimento e promove mudanças. Feito isso, ampliaremos nossa compreensão a respeito do assunto e aumentaremos nossa aceitação à diferença, no intuito de alcançarmos uma sociedade mais plural e fraterna.