Limites entre estética e saúde
Enviada em 31/12/2020
Com o fim da Segunada Guerra Mundial-em 1945-a medicina passou por diversos avanços em várias áreas,dentre eles a plástica,que possibilitou as pessoas alterarem ou reconstituirem partes do corpo que elas mesmas julgavam imperfeitas.No entanto,mesmo tal procedimento sendo indicado para casos de extrema importância,infelizmente, tornou-se rotineiro em muitos casos, não respeitando as fronteiras entre a estética e o bem-estar pessoal,uma vez que pode acarretar em graves consequências para a sude do individuo.Dessa forma, os fatores que impulsionam esta prática ,as vezes desnecessária, são não somente o olhar ganacioso de muitos profissionais estéticos como também a viciosa insatisfação social com o próprio corpo.
Em primeiro plano,vale salientar que a banalização do cuidado com o corpo tornou-se um perigo ainda maior quando os responsáveis pela orientação de um dado procedimento estético preferem dar continuidade a uma situação de risco do que perder o dinheiro da atividade,haja vista que são tomados unica e exclusivamente pela ganancia,não levando em conta um possível tráuma ao paciente,seja ele físico ou psicológico.Seguindo este viés,vale a pena lembrar o caso do “Doutor Bum bum”,no qual o médico Daniel Furtado realizava aplicação de hidrogel em seu apartamento de forma ilegal,matando,nesse interim, diversas mulheres por consequência de suas irresponsabilidades.
Em segunda análise,cabe dizer que em vista da manutenção de diversos padrões de beleza, muitas pessoas não conseguem se ver satisfeitas com seu próprio corpo,realizando,dessa forma, suscetivos procedimentos estéticos, não levando em conta os ricos que cada um deles pode deixar para elas, tendo assim, uma sensação de que nunca é suficiente,vivendo, conquanto, em um “looping” vicioso.Tangente a isso, em conformidade com o pensamento do filósofo Jean Jack Russeau, o homem nasce livre,todavia por toda parte está acorrentado.Ideia essa que reflete na situação atual,visto que os cidadãos se tornam “escravos” da busca por um corpo perfeito.
Fica evidente,portanto,que as relações entre saúde e beleza física hodiernamente estão divergindo-se de uma maneira assustadora.Em vista de tal preceito,cabe a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mudar o pensamento ambicioso dos médicos, criando cursos nas faculdades de medicina que mostrem as consequências de insistir em um ato para embelezar e acabar tirando a vida de uma pessoa,a fim de mudar a realidade sombria que passa o pais,diminuindo o número de insidentes fatais.Isso por meio de profissionais competentes da área de saúde que visem honrar o legado daqueles que realizam imensuráveis descobertas para melhorar o bem estar social pós guerra.