Limites entre estética e saúde
Enviada em 31/12/2020
Pierre Bourdie enuncia o conceito “Violência Simbólica”, isto é, uma violência cultural que ocorre sem que terceiros oprimam o sujeito, pois o próprio violenta-se pscicologicamente por não estar no padrão cultural acordado incoscientemente entre indivíduos e sociedade. Tal conjuntura é vísivel na relação do homem com a sociedade. Afinal, os padrões impostos de beleza são subjetivos e inalcançaveis, muitas vezes baseados em uma única etinia: a europeia. Hoje, a estética é tão valiosa que arrisca a saúde das pessoas, em função dos padrões irreais, gerando angustia e doenças.
Primeiramente, os padrões são criados com o próposito de vender mercadorias e não de representar a saúde mental e física do indivíduo padrão. Visto que, as marcas, por meio de suas propagandas, associam seus produtos com pessoas que têm uma certa apararência, que costuma ser sempre a mesma, o padrão Barbie e Ken, loiros, olhos claros e magérima ou musculoso. Essa é a realidade da grande minoria dos indíviduos, contudo, ao associarem seus produtos com tal aparência ideal, que quase ninguém tem naturalmente, os consumidores acreditam ao comprar aquilo, se aproximarão dessa beleza admirável, que na verdade, é inexistentee muitas vezes criada em grande parte por computadores. Logicamente, tal aproximação não ocorre, mas as frustrações de não ocorrer, sim. E assim inicia-se a saga da busca por uma aparência perfeita: cosméticos, dietas, academia e até cirurgias extremamente invasivas.
Em virtude desse processo, a obcessão pela estética de alguns acaba se tornando uma doença. Uma relação traumatica com a comida, pelo medo de engordar, pode ocasionar em anorexia, bulemia ou em compulsão alimentar. Outrossim, o excesso de exercicio físico para conseguir o “shape” perfeito pode levar a lesões físicas ou “overtraining”, um desgaste tão grande em função do esforço físico que o corpo não consegue funcionar plenamente. São inúmeras as consequências na saúde da obcessão pela estética, afinal, há diversos impactos mentais, baixa auto-estima, ansiedade, entre outros efeitos, como a “doença do silicone”, isto é, uma reação do sistema imunologico contra a protese de silicone, tendo vários sintomas e trazendo riscos a sáude.
Destarde, é impresindível que o homem crie uma nova relação com a estética, a qual não deve ser danosa à saúde. Logo, o poder legislativo deve criar leis que proibam propagandas com edição de fotos e vídeos que alterem o corpo ou face dos modelos, e também que só enalteçam um ideal de beleza, é necessária uma pluraridade de aparências em um mundo tão diverso etnica e biotipicamente. A fim de que, os padrões não sejam mais irreais e insálubres, a estética não mais se contraponha a saúde física e mental, e o indívudo tenha um motivo a menos para violentar-se na atual sociedade, já tão violênta.