Limites entre estética e saúde

Enviada em 02/11/2019

Os Esteriótipos no Mundo Moderno

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contanto, os limites entre a beleza e a estética impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato  para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no fato de que os padrões de beleza impostos pela sociedade estão passando dos limites aceitáveis para ser possível garantir a saúde de pessoas que se submetem a procedimentos estéticos. Segundo o cirurgião plástico Douglas Jorge, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia plástica está vulgarizada e banalizada, visto que alguns pacientes só se importam com a estética, deixando de lado a própria saúde.

Faz-se mister, ainda, salientar que a mídia influencia, diariamente, a vida de todos aqueles que a consomem, uma vez que, quando as pessoas se veem no espelho, elas não enxergam o reflexo daquilo que veem na televisão. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, fica claro que é necessário que haja uma desconstrução dos esteriótipos de beleza impostos pela sociedade.

Interfere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticos que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que a desconstrução de tais esteriótipos é uma boa opção para solucionar esta divergência. A mídia pode influenciar as pessoas de forma positiva mostrando vários padrões de beleza, visto que não há corpo perfeito, juntamente com a ação de ONGs, Organizações Não Governamentais, que por meio de palestras podem ensinar as pessoas a amarem seus corpos da maneira que eles são e livres de esteriótipos. Dessa forma, o Brasil podeira superar o exagero de procedimentos estéticos a fim de alcançar o que hoje a sociedade entende como o “corpo perfeito”.