Limites entre estética e saúde
Enviada em 30/10/2019
Surgido no século VI e intensificado com a primeira guerra mundial, os procedimentos estéticos tornaram-se comum entre milhares de pessoas nos dias de hoje, principalmente entre o público feminino, que é o mais atingido pelo padrão estético europeu, e, muitas vezes essa necessidade de entrar num padrão inatingível acaba ultrapassando os limites da saúde.
Segundo a revista VEJA, o Brasil está em segundo lugar no ranking de países que mais realizam cirurgias plásticas, e, ao pesquisarmos qual é cirurgia mais feita no Brasil obtém-se que as 5 primeiras são em torno de estética, entre elas está a lipoaspiração, abdominoplastia, implante capilar e muitas outras. Porém os resultados nessas cirurgias nem sempre são positivos, muitos médicos renomados se recusam a fazer os procedimentos devido o conhecimento dos distúrbios e da pressão social que há envolvida em tratamentos do tipo, e, ao ouvir um não a cliente vai em busca de alguém que faça, mesmo que seja sem necessidade ou de alto risco.
Um exemplo claro de médicos de apoiam loucuras, são as famosas bonecas humanas, pessoas, não só mulheres, que tem o desejo de se transformar em bonecas, retiram isso, botam aquilo e além do alto custo- alguns chegam a gastar mais de 500 mil dólares- também perdem a mobilidade, parte de órgãos importantes, ficam horas sem comer, tudo para entrar em um padrão que nem humano é, algo realmente impossível e acontecer.
Portanto a cultura que se criou em volta de procedimentos estéticos ignora as barreiras da saúde, e merecem atenção redobrada, principalmente na fiscalização de médicos- através de órgãos como o CFM, Conselho Federal de Medicina- que apoiam de forma passiva esses distúrbios psicológicos e ajudam pessoas a ceder a uma pressão que deve ser erradicada, por meio de um longo processo que já vem sido tratado em diversos meios digitais e tem tido cada vez mais visibilidade.