Limites entre estética e saúde

Enviada em 30/10/2019

Segundo o filósofo Michel Foucault:“Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas e toda insanidade oculta”.De forma análoga, a dificuldade de consolidação da estética e saúde na contemporaneidade, comporta-se como um problema para o bem social, mesmo após avanços Constitucionais; resultando em uma série de entraves ao cidadão do século XXl .Tal conjuntura evidencia-se pela perpetualidade do enaltecimento de padrões e por conseguinte, a valorização da estética em detrimento da saúde. Em primeira análise ,é importante sinalizar que há a supervalorização de tipos específicos de corpos taxados como “belos” por uma mídia manipuladora .Historicamente, a humanidade sempre mostrou pelos principais meios de sua época (artes, mídias e outros)nos quais os padrões foram estipulados; o famoso quadro “Monalisa” feito durante o Renascimento ,por Leonardo da Vinci, é um exemplo representando a beleza do século XIX. Contudo, hodiernamente, esta é imposta através de meios como revisas ,TVs e principalmente por campanhas publicitárias e redes sociais, enaltecendo corpos magros e esculturais, menosprezando os diferentes. Com isso, é perceptível que o individuo incorpora moldes impostos, por fim reduzindo-os como verdades, por falta de informação. Em segunda análise, a ferida citada por Foucault, faz-se referência também na valorização da estética em detrimento da saúde. Isso se apresenta frente a pesquisa da Organização Mundial da Saúde- ONU que afirma Brasil, é o país que mais faz cirurgias plásticas e em contrapartida, outra pesquisa da mesma diz, apenas 20% dos brasileiros pratica exercícios diariamente. Entretanto, a Constituição de 1988,norma de maior hierarquia do sistema judiciário brasileiro- assegura no artigo 6°,o direito à saúde e mecanismos facilitadores para o seu pleno acesso. Dessa forma,com as medidas apresentadas, o impasse será sanado e a humanidade terá maior discernimento e comprometimento com a saúde, independente da estética.