Limites entre estética e saúde

Enviada em 30/10/2019

A beleza do corpo é cada vez mais um desejo e objetivo de vida, principalmente dos adolescentes e jovens adultos. Manter-se em forma, com a pele hidratada, cabelos macios e muitos outros tornou-se praticamente uma exigência social, o que faz com que muitos arrisquem até sua integridade física e mental para alcançar o belo no quesito estético.

Nos tempos atuais, as pessoas estão sujeitas a influências diretas oriundas de diversos meios, como revistas, propagandas, filmes e outros que ditam os padrões de beleza no mundo todo. Existem também as influências étnicas, como o nariz fino do europeu, os padrões volumosos dos americanos, entre outras. Com isso, gerou-se uma obsessiva comparação do próprio corpo com esses padrões e modelos, e quando eles não se mostram semelhantes, muitos iniciam uma série de processos para se enquadrar e ter uma estética primorosa.

Lado a lado com esses procedimentos, vêm os riscos para a saúde. Cirurgias como rinoplastia, bichectomia, remoção de costelas, aplicação de botox e silicone podem culminar em ameaças graves ao bem estar de uma pessoa. Médicos alertam que se uma cirurgia desse tipo envolve possíveis consequências, tais como infecções, lesões, sangramentos, instabilidade na estrutura do corpo e mais. Por isso, alguns dos exemplos citados não são aprovados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Tendo em vista os fatos mencionados, o estado, juntamente com a iniciativa privada, deve agir efetivamente em prol da desconstrução desses padrões de beleza e estética, através da inclusão de pessoas de todos os tamanhos, pesos e cores em comerciais, capas de revista, marketing, etc. Assim, a população entenderá que não é necessário um corpo magro e perfeitamente simétrico para se ganhar destaque na sociedade.