Limites entre estética e saúde

Enviada em 31/10/2019

Em um mundo onde existe uma beleza padrão, aqueles que estão um pouco longe do considerado ideal acabam, em muitos casos, ficando transtornados e compulsivos por quererem esse resultado imposto pela sociedade, recorrendo a diversos procedimentos cirurgicos para ter o visual ideal. É nesse momento em que o termo “estética” se torna uma doença. Nesse contexto, é de se pensar sobre o que passa pela cabeça das pessoas para ir tão longe e passar a barreira da beleza para afetarem sua própria saúde, e, consequentemente, a saúde dos outros ao seu redor.

Cada vez mais o número de pessoas que usam cirurgias estéticas para corrigir algo no corpo vem aumentando. Um exemplo é o Brasil, que segundo uma matéria no Estadão, cerca de 1,7 mihões de procedimentos foram feitos no ano de 2018, porém 60% foi puramente para fins estéticos, para melhorar uma imagem que não se adequa ao que a sociedade idolatra. Isso mostra que a grande porcentagem das pessoas veêm estas intervenções como soluções para ter o corpo e rosto perfeito.

A busca pela beleza ideal permite que muitas pessoas sentenciem sua própria saúde para que sua aparência seja a melhor possivel para si, o que pode acarretar em diversas consequências graves ao passar o limite consideravel para que sua imunidade não seja abalada. O grande problema é que em muitos casos as pessoas são imprudentes ou até mesmo não possuem um corpo que se adequa à cirurgia, acabando por terem infecções, hematomas e várias outros maleficios.

É de suma importância que a população consumidora dessa prática tome o máximo de cuidado possível, pois a vida de alguém vale muito mais do que ter a beleza inalcansável proposta pela midia mundial e nacional, uma vez que ninguém é igual por possuirmos tamanhos, forma, cor da pele, entre muitas outras coisas diferentes, o que torna a todos belos e únicos.