Limites entre estética e saúde
Enviada em 13/10/2019
No Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Armado, vê-se a literatura a favor das causas sociais. Realmente, esses autores retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse viés, na atualidade, tal estrutura é representada na medida em que a ausência dos limites entre a estética e a saúde são óticas efetivas no Brasil. Assim, é pertinente analisar a educação estética extremamente padronizada no país e a não aceitação do próprio corpo por diversas pessoas.
Sobretudo, é importante evidenciar os preceitos de beleza profundamente padronizados no Brasil. Análogo ao pensamento do autor Richard LagraVenese na obra ‘‘Escritores da Liberdade’’, a educação em uma sociedade possui o poder de modificar conhecimentos positivos e negativos no homem. Dessa forma, as influências humanas ou midiáticas -através de imagens e propagandas- sobre o corpo ideal e perfeito para indivíduo ocasiona uma perigosa robotização sobre a ideia do corpo perfeito, na medida em que, externamente, moldam o pesamento da população. Dessa maneira, são formados brasileiros facilmente manipulados com conceitos de estética.
Outrossim, a não aceitação do próprio corpo por homens e mulheres no país é aprofundado. Mergulhando nessa esfera, o filósofo Descartes revela que a não utilização de ideais racionais no cotidiano gera problemas estruturais para uma sociedade. De fato, tal conceito é comprovado, na forma em que -em conjunto com o corpo ideal estabelecido- a população passa a desenvolver problemas psicológicos em relação aos seus pesos atuais e as formas de seus corpos, levando muitos à procurar procedimentos estéticos perigosos e exagerados como solução. Assim, indivíduos ferem a própria saúde na busca da perfeição corporal.
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Estado brasileiro -principal responsável pelo bem-estar social-, através de parcerias com empresas midiáticas nas cidades brasileiras, desenvolver políticas públicas na formas de ações e campanhas a favor das criações de limites entre a estética e a saúde, com o objetivo de desconstruir a forte padronização da beleza no país e diminuir casos de distúrbios psicológicos, a fim de estabelecer uma sociedade mais saudável e justa. Com essas medidas, o aprisionamento do brasileiro em barras de ferro poderá, com o tempo, ser revertido.