Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 27/10/2020
Durante o período de ditadura militar no Brasil, foi empregado o AI-5, manobra que limitava a liberdade de expressão. Hodiernamente, não existe uma ordem política que envolva a censura, porém é necessário debater até que ponto a liberdade de expressão é permitida. Destarte, faz-se imprescindível, analisar tanto a divergência à pluralidade, quanto a proliferação do preconceito como fatores que rodeiam esse cenário fatídico.
A princípio, cabe salientar que o humor tende a ser produzido usando a minoria como piada. Essa ideia faz analogia ao pensamento de Hanna Arendt, a qual afirma que a sociedade com o tempo tende a banalizar o mal através do conhecimento sútil da sociedade. Logo, deve-se trazer a luz ao pensamento de crítico de que o humor ataca aqueles diferentes do padrão e desmoralizam as suas singularidades.
Ademais, vale salientar que coexistindo com as piadas há o preconceito daqueles que problematizam as singularidades dos demais. A partir dessa conjuntura, Pierre Bourdier definia a violência simbólica como causadora de danos morais e psicológicos e se baseia em uma imposição determinada na sociedade. Diante disso, cabe inferir que um dos efeitos da da demasiada liberdade de expressão é a degradação da agressão indireta de sua moral.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao poder legislativo, através da câmara dos deputados, desenvolva uma lei que garanta um limite para a liberdade de expressão com o intuito de que ela não possa ser usada para ofender os demais dentro de uma sociedade. Ademais, é dever da mídia, por meio de propagandas televisivas, abordar a necessidade de cuidado quanto ao teor das piadas para que nenhum indivíduo seja denegrido.