Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto

Enviada em 09/07/2020

“Pai, afasta de mim esse cálice. De vinho tinto de sangue”. O trecho da música “Cálice”, de Chico Buarque, faz paridade com a morte de indivíduos ocasionada por exercerem a liberdade de expressão. Ao se fazer analogia com relação entre os limites dessa liberdade desde o fim da ditadura, é evidente que ela não é devidamente respeitada. Assim, têm-se o retrato da intolerância acerca da opinião de outros indivíduos, o que demanda a compreensão entre a isegoria própria e de outrens.

Tal cenário principia a partir da falsa concepção desse pensamento .Através do pensamento de Gustavo Acosta, da série “Scream”, Vivemos em um país que a liberdade de expressão é livre, mas não é aceita, então onde está a liberdade?’’. O personagem postula que é vivida a ilusão dessa independência, ao evidenciar que outros indivíduos acabam restringindo ela justificando sua própria liberdade, como as brigas ocorridas por conta do futebol, o qual ocorrem embates físicos por discordarem de determinado ponto de vista, como foi o caso de Guarulhos. Dessa forma, caso não seja aceita amplamente a opinião de outros cidadãos, essa autonomia não será totalmente efetivada.

Outro promotor dessa polêmica é a difamação de ódio na internet sobre uma falsa concepção de isegoria. De acordo com o G1, as redes sociais validam a repulsão dos indivíduos, quando diversas pessoas tem uma opinião própria- mesmo sendo contra a liberdade de outra- ao se ter essa dimensão pública é produzida uma espécie de validação dele ao se tornar mais amplo e possuir uma massa de comunidade que concorda com aquilo. Nesse sentido, os meios de comunicação, sobretudo as redes sociais, corroboram para o uso desenfreado de mal uso da liberdade de expressão ao se tornar massivo e com um embasamento tênue sobre essa restrição.

Impede, portanto, que o mal uso da liberdade de expressão deixe de ser realidade. Nesse sentido, cabe ao ambiente doméstico, por meio de conversas informais e convivência respeitável entre diversos grupos, respeitar o pensamento diverso e saber o momento certo de externar sua opinião, com o fito de não restringir o pensamento do outrem, para, dessa forma, essa independência realmente ocorrer da forma correta. Visando o mesmo objetivo, as redes sociais devem oferecer a opção de denúncia de comentários nocivos de forma mais eficaz, através de organizações conjuntas entre os provedores de internet e o poder público. Assim, observa-se uma sociedade que respeite a diversidade do pensar, para assim, não ocorrer o acontecimento da música “Cálice”.